Segundo episódio.Na mesma noite, sentia-me esquisito, não conseguia perceber, todo mundo estava contente menos eu, todos saltavam de um lado para o outro que nem moscas, e eu estava ali sentado a olhar para o meu lápis fazendo rabiscos.
Até que decidi olhar a minha volta, e reparei em algo interessante, havia alguém na sala que se destacava, uma rapariga, era a primeira vez que a tinha visto, estava de saltos altos e de preto.
Fiquei espantado, perdi cerca de 5 minutos a olhar para ela sem dizer nada, sem ouvir nada, os meus olhos não conseguiam ver mais nada, olhava-a como se nunca mais iria vê-la, nunca vi ninguém assim em toda a minha vida.
Ela sorria e conversava com as colegas que conheceu, pensei até que fosse da sala ao lado, e um tipo na minha posição nunca teria a chance de falar com ela se quer, pensei que fosse daquelas raparigas que dispensam uma boa companhia.
Contudo desviei o olhar e tentei concentrar-me no que estava a fazer, mas acabei notando que não estava a fazer absolutamente nada.
Um tipo saiu da sala ao lado e veio ter comigo, tinha uns livros de matemática na mão e queria resolver um problema.
Eu ajudei-lhe e tornou-se meu amigo, dissera-me que estudava na sala a seguir, a sala 7, como se eu não soubesse, mas aceitei a sua amizade, pois era alguém positivo e tinha as ideias em dia.
Pouco depois o tal professor de matemática apareceu, finalmente, nunca mais chegava.
E começou fazendo um resumo ao pessoal que estava a muito tempo sem frequentar a escola, então pediu para identificar os tipos de parêntesis que existem.
Ninguém queria ir ao quadro desenhar os parêntesis, e estava a ficar chato, como ninguém se levantava peguei o giz que estava na minha carteira e lá fui desenhar os 3 parentesis.
Um voz de um parvo qualquer fez-se ouvir na sala gritando. – Isso não é parêntesis, é chaveta.
Achei graça, mas era normal ele não saber, na linguagem matemática existem 3 tipos de parêntesis, então abri a minha boca e expliquei.
- Na linguagem matemática existem 3 tipos de parêntesis, eles são: Parêntesis curvos ( ) Parêntesis Rectos [ ] E parêntesis Chaveta { }. –
Lá a voz do parvo se fez ouvir outra vez. – Ahn Ahn, pensei…
Não prestei muita atenção ao que ele disse depois daí, o professor considerou correcto e agradeceu a minha participação.
Nada de especial aconteceu, pois o que me surpreendeu foi a rapariga que vi, pensava que nunca mais iria vê-la, por isso quando cheguei a casa, encontro o meu primo Jo bad, a jogar PS2 e falei com ele sobre o assunto.
- Jo, vi uma rapariga na escola, nem sei o que dizer, desde que sai da sala até aqui não paro de pensar nela.
- É da tua sala? – Perguntou ele.
- Infelizmente não sei, nem sei se a vou voltar a ver, mas que era impressionante era, nunca vi ninguém assim, mas receio que ela me rejeite se por acaso algum dia tentar falar com ela.
- Deixa-te lá disso e dorme, amanhã vai ser um dia e peras.
Dia seguinte, depois dos afazeres, duche e comida, sai de casa para variar, ainda pensava quem seria a rapariga que esteve ontem na sala, embora não quisesse admitir estava apaixonado, e queria te-lo dito, mas era obvio que pensaria que eu sou algum nabo.
Passei a tarde a ouvir o tema da shakira
la pared, embora estivesse sozinho, senti que a presença dela preenchia aquele vazio que estava dentro de mim.
17:45 tocou eu já estava mais do que pronto para ir a escola, não ficaria em casa de jeito algum e corri para lá.
Não sei como mas o tal tipo da carteira ainda não tinha chegado, sentei-me então e esperei pelo horário das aulas, não demorou a encher como das ultimas vezes, e estava totalmente cheia em poucos minutos.
Momentos depois senti passos na escada e o professor de português apareceu, dei conta porque carregava o livro e gramática virado para mim.
Ele sentou-se e mandou tirar os apontamentos, nunca tinha visto a sala tão cheia nesses 2 ultimos dias, o terceiro foi mesmo fera.
Quando estava prestes a escrever entra uma aluna na sala, e não tinha onde sentar, quando vi não acreditava no que estava a ver.
-OH meu deus, é ela, a rapariga de ontem!! – Pensava eu, não pensei duas vezes e tentei a minha sorte. – Se não tens lugar para sentar, podes sentar aqui comigo.
Embora a carteira fosse só para um alguns de nós dividiam-nas com os outros, foi assim que ela sentou no meu lado agradecendo.
Eu estava tão feliz, e realmente não me sentia sozinho, as palavras saíam que nem uma beleza e ela tinha uma linda voz.
Eu estava a agradecer a deus pela oportunidade que me tinha dado, e para melhorar a energia na escola foi.
Não tinha gerador para estas emergências e as aulas eram automaticamente canceladas.
La pared ->
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