Numa visita relâmpago a Londres, tive o privilégio de poder ver pela primeira vez o fruto do trabalho da Evolution Studios, a qual apresentou ao mundo o que tem andado a fazer desde o o último Motorstorm: Pacific Rift. Muitos poderiam desejar um novo jogo proveniente dos estúdios, mas mais uma vez temos os mundos de Motorstorm ao nosso dispor, desta vez num ambiente completamente destruído e propício aos mais audazes. Agora com o título de Motorstorm: Apocalypse.
O nome não poderia deixar de ser o mais fiel (isto duma perspectiva de associação comum ao nome) ao que temos pela frente. O novo Motorstorm traz consigo ainda mais destruição, num ambiente fustigado por terramotos e uma cidade em pleno caos social. Depois de Monument Valley, da ilha paradisíaca, e do frio do Alasca, chega a vez dos ambiente urbanos, pejados de edifícios, de cimento e cultura urbana. A busca por novos desafios parece não ter fim para os malucos das corridas, e tal como nós, que gostamos de uma boa dose de adrenalina e velocidade, não poderia ser melhor.
[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Mas antes mesmo de poder avançar para esta versão, queria dizer que Motorstorm está cada vez mais distante da sua génese, não num sentido pejorativo, mas mais no sentido de acompanhar as tendências actuais, algo partilhado até por Paul Rustchynsky, lead designer do jogo, dizendo que "Motorstorm: Apocalype parece um novo jogo". E é, mas a essência basilar do jogo continua lá, e joga-se como um Motorstorm.
Pela primeira vez o jogo terá uma história que sustenta toda a acção. Iremos ter cut-scenes, poder escolher entre três personagens distintas, e também poder perceber um pouco da história destes guerreiros do asfalto, incluindo todo o enredo dos anteriores jogos. Estão prometidos mais de 40 eventos em cerca de 40 pistas. O novo ambiente é uma cidade que ainda não tem nome, embora alguns outdoors tenham escrito "Paradise Beach", mas os estúdios enquadram-na na costa oeste dos EUA.
[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Igual aos anteriores, Apocalypse será um festival numa zona única (A cidade), mas com ambientes diferentes. Estão prometidos os mesmos atributos que fizeram fama, como a lama, o fogo e calor, e a água. Todos eles continuam a influenciar o nosso boost, quer de forma positiva como negativa. Como referi, agora a progressão é como que se de uma história se tratasse, criando uma ideia real à razão de irmos para as corridas. Isto em termos teóricos, pois não nos foi ainda possível ver em acção o modo história.
Motorstorm: Apocalypse traz muitas coisas novas. Temos agora um sistema de ranking, perks e personalização dos veículos. Foi referido também que terá um modo de edição, embora não fosse dito nada sobre isso. Referente aos perks, serão atributos ganhos pela subida do ranking, permitindo personalizar o nosso carro e os modos de ataque. Isto, de acordo com Paul, terá efeitos na força do nosso carro, bem como no tipo de boost. Sobre o boost, agora teremos uma margem de segurança decrescente, onde após atingirmos o máximo, não podemos de forma imediata voltar a activar. Ou seja, teremos que deixar o carro descer a um nível de arrefecimento para poder usar o boost. Os perks vêm por exemplo encurtar este ponto de segurança, permitindo usar mais rapidamente o boost.
[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Pela primeira vez temos a possibilidade de personalizar os nossos veículos, com capas, decalques e peças. Esta é uma das características pedidas pelos fãs de Motorstorm, pois os anteriores apenas podíamos escolher entre X número de skins dentro de uma categoria de veículo. Pouco mais foi revelado sobre a personalização, nomeadamente o grau de personalização. Estão prometidas também cinco novas categorias de veículos, os Super-car, os Muscle-car, os Hot hatch, a Super-bike e a Chopper, que se juntarão a todos os outros veículos que apareceram nos jogos anteriores.
No evento de Londres apenas estava disponível uma pista, com a escolha de um veículo. Algo novo na série é também a volta lançada. Vem retirar todo o espectáculo inicial de apitos e piropos virtuais que pautavam as grelhas de partilha dos primeiros jogos. Como não fomos contextualizados, pois poderá ter algo a ver com a história, a volta lançada é uma inclusão não muito agradável. Os quinze veículos concorrentes já se encontram todos à nossa frente, dificultando um pouco as ultrapassagens numa fase inicial.
[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]A cidade estava destruída, com pedaços de edifícios a caírem, permitindo alterar o nosso percurso. O efeito de prédios enormes a desmoronarem-se à nossa frente está fantástico, dando uma sensação de pequenez quando furamos pelos blocos de cimento. A pista variava muito, desde estarmos à superfície em plena estrada, como de repente cairmos dentro de um circuito de metro. O jogo pareceu ser mais difícil, pelo menos na primeira hora de jogo ainda não tinha conseguido terminar em primeiro lugar, mas com muito esforço lá consegui colocar o meu nome em... abaixo do primeiro lugar, que, ainda bem, era outro colega português. A pista já tinha imensos detalhes e não fosse a palavra "pré-alfa", diria que era uma versão bem avançada, deixando antever um resultado final bastante satisfatório.
O jogo agora está muito mais dinâmico e com muita acção. Antes era apenas o espectáculo visual dos carros a entrarem em combate, agora temos uma cidade completamente em ruínas, em total destruição, havendo acontecimentos, a maioria deles, senão todos, scriptados, dando um aspecto visual ainda mais poderoso. Por falar na cidade, em termos de contextualização, têm havido terramotos que vão deformando a cidade de muitas formas. Por isso é uma constante de edifícios e pontes a cair em cima de nós, alterando o trajecto. Neste aspecto a comparação com Split/Second é inevitável, salientando apenas que neste último somos nós que fazemos explodir com os edifícios.
[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Estes terramotos que têm assolado a cidade motivaram um ambiente de guerra e motins entre as populações. Muitos fugiram, mas os que ficaram, os chamados malucos, estão em constante guerra com as cooperações militares que foram contratadas por pessoas influentes na cidade. No meio de tudo isto aparece o festival dos Motorstormers, nada bem-vindo por qualquer das facções em guerra. Outra novidade que poderá dividir pessoas, ou até criar um pouco de polémica, é a possibilidade de atropelar os peões nas ruas. Podemos atropelar, à boa maneira de Carmageddon, bandos rivais ou simplesmente os militares que disparam contra nós. Estes por sua vez tentam abater-nos, disparando contra nós, destruindo edifícios, e até mesmo com cocktails molotov.
Estas novas características vêm trazer um jogo renovado, muito diferente dos anteriores em termos "cobertura", mas igual em estrutura. Pois embora tudo isto, todo este espectáculo visual possa ser interessante, na prática não é mais que uma desculpa para embelezar o conteúdo. O jogo joga-se à Motorstorm, e isso em si basta para ser bastante agradável. Embora ainda em pré-alfa, já demonstra uma qualidade gráfica muito boa, bem como todos os efeitos visuais, desde os efeitos de luz, de partículas, o fumo e fogo. É de realçar também o sistema de destruição dos veículos, com muito maior detalhe e impacto visual.
[Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]Motorstorm: Apocalypse será lançado somente em 2011 e está em produção desde Junho de 2008, altura da produção final de Pacific Rift. Estão prometidas resoluções de 720p e pela primeira vez 1080p a 30fps. Com mais de 40 pistas, e promessa de um modo multi-jogador online ainda mais competitivo e melhorado. Como primeira impressão, e ainda não experimentando em detalhe todo o sistema de história, e como isso irá resultar num jogo mais dinâmico, posso dizer que fiquei muito agradado, não só pelo que já foi conseguido atingir, mas principalmente pela renovação da série Motorstorm, sendo para já um salto de grande qualidade.
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